Município de Vila Real

MANOEL DE OLIVEIRA: O IMAGINÁRIO DO DOURO - 3|4|5|6|8|DEZEMBRO


3 | 4 | 5 | 6 | 8 | DEZEMBRO

M/12 | PEQUENO AUDITÓRIO

ENTRADA GRATUITA

MANOEL DE OLIVEIRA: O IMAGINÁRIO DO DOURO

SERRALVES EM VILA REAL  |  CICLO DE CINEMA

A Fundação de Serralves apresenta no Teatro Municipal de Vila Real um ciclo dedicado às representações do Douro no cinema de Manoel de Oliveira. Das visões modernistas de ‘Douro, Faina Fluvial’ (1931), primeira realização do cineasta, onde reflete sobre a materialidade e os recursos expressivos do cinema, às especulações metafísicas de ‘O Estranho Caso de Angélica’ (2010), filme mais recente onde recupera um guião escrito sessenta anos antes, o Douro – o rio e a região com o mesmo nome – constitui um dos focos privilegiados da obra de Manoel de Oliveira. Entre as suas margens, na zona da Ribeira, no Porto, tem lugar o clássico ‘Aniki-Bóbó’ (1942), mas é mergulhando na região vinícola, entre Vila Real e Lamego, que se encontra o território fértil de muitas das colaborações do cineasta com Agustina Bessa-Luís. É hoje impossível olhar para as vinhas do Douro sem que nos assalte a memória da Bovarinha, de ‘Vale Abraão’ (1993), como difícil é atravessar a neblina do rio e não recordar o drama de ‘Francisca’ (1981) ou insensato passar pela Régua sem que nos acompanhem as diabólicas figuras de Camila e de Vanessa, que conhecemos de ‘O Princípio da Incerteza’ (2002). Estas e outras personagens, bem como as histórias em que intervêm, tornaram-se indissociáveis da paisagem do Douro e explicam a sua riqueza patrimonial. Aliando a abordagem etnográfica à recriação ficcional, Manoel de Oliveira engendrou um universo cinematográfico que se fundiu para sempre com esta região: um conjunto de filmes tão atentos ao espírito do lugar que, por isso mesmo, compõem e desafiam o seu imaginário.

Programa:

03.12 | 21h00 – O Estranho Caso de Angélica, 2010, cor, 93 min.

04.12 | 21h00 – Francisca, 1981, cor, 166 min.

05.12 | 21h00 – Vale Abraão, 1993, cor, 210 min.

06.12 | 21h00 – O Princípio da Incerteza, 2002, cor, 132 min.

08.12 | 18h00 – Douro, Faina Fluvial, 1931, preto e branco, 18 min.

                        – Aniki-Bóbó, 1942, preto e branco, 72 min.